quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Estou viva e de melhor saúde, aleluia, aleluia!

Calma minha gente, que ainda não me finei! 
Parece que consegui livrar-me do problema da diarreia. Não sei se foi do antibiótico, se da valeriana todos os dias de manhã ou se do monte de bactérias que emborquei.
O mais provável é que tenha sido do médico LINDO DE MORRER que me atendeu na Urgência do S. João. 
Como na semana passada a minha barriga voltou a portar-se mal e eu tinha de vir para a Alemanha uns dias depois, fiquei com medo de piorar e decidi ir outra vez ao médico. Lá fui para a Urgência do S. João, em plena semana da greve dos enfermeiros. Cheguei cedo e esperei uma duas horas, até me chamarem.
Vou à procura do sítio para onde tenho de ir, quando vejo um Deus grego enfiado numa fatiota verde de médico. Ele pergunta: "Lois Lane?" e eu, já de boca aberta e olhos arregalados, lá consegui articular um "Sim", arrastando-me atrás dele até ao local da consulta.
O rapaz (sim, parecia bem mais novo que eu) foi muito simpático, atencioso e receitou-me umas coisas mesmo porreiras, que ajudaram o meu intestino a ir ao sítio.

Escusado será dizer que vi o nome do médico na receita e o fui pesquisar às redes sociais. Meninas e meninos, vós não imaginais o pedaço de mau caminho que é o senhor doutor! Dá vontade de ficar doente todas as semanas, só para ir apreciar aquele sorriso. Ou não. Na verdade estou farta de estar doente e dispenso. Mesmo o gajo sendo lindo de morrer. E jeitoso. Assim com um corpaço daqueles de fazer inveja a tudo o que é gajo. 

Não, não vou dizer o nome. Nem mostrar. Não insistam! Vá, tá bem. Só uma foto, para Vos deixar todas(os) roidinhas(os) de inveja!


terça-feira, 5 de setembro de 2017

Não há nada como uma boa caganeira para finalmente levar a dieta a sério.

Olá. Eu sou a Lois Lane, tenho 35 anos e há 12 dias que não como doces. Nem salgados. Nem fritos. nem gorduras. Nem fruta, com exceção de banana e maçã cozida. Nem verduras, legumes e afins, para além da batata e da cenoura (sempre cozida!). Nem porra nenhuma.

Para quem dizia que era incapaz de fazer dieta, até me estou a portar bem. Acho que mais restritivo que isto é impossível. Estou quase a enjoar tudo, mas nada de grave. O meu estômago agradece, que nunca mais precisei de pastilhas Rennie para fazer a digestão. O meu gastroenterologista havia de ficar orgulhoso de mim.

E perguntam vocês: atão mas ao menos estás melhor da diarreia? 
Pá. Até ontem à noite, não. Hoje o dia correu bem. Que é como quem diz: não fui a correr para a casa de banho o dia todo.

Mentira, fui de manhã, em casa. Mas hoje a consistência já estava melhorzinha. Ter consistência é, por si só, uma coisa boa, já que durante as últimas semanas eu me tenho limitado a fazer chichi pelo pipi e pelo rabinho.
Agora pareço aqueles pais que passam a vida a olhar para o cocó dos bebés e quase deitam foguetes quando a coisa sai com uma cor e um aspeto decentes. Estou assim. Sim, nesta altura, a minha vida resume-se a observar o meu cocó. Ao ponto a que uma pessoa chega.

Bom, na sexta fui ao médico e o senhor receitou-me antibiótico e mais umas bactérias para tomar. A mais de metade da caixa, estava igual. Pode ser que, por algum milagre, a coisa a partir de hoje comece a fazer efeito. Amanhã tomo o último comprimido. O problema é que, por norma, o antibiótico já me dá diarreia como efeito secundário. Ou seja, tenho de acabar a caixa e esperar um ou dois dias, a ver se a coisa vai ao sítio.
Se não for, vou panicar oficialmente pela segunda vez (a primeira foi antes do médico) e correr para a Urgência do S. João. 
Porque quase um mês de soltura, como se dizia na minha terra quando eu era miúda, só pode significar que tenho alguma coisa muito ruim!

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Este é um post de caca*. Literalmente.

Estou com um problema intestinal. Há demasiado tempo. E começa a ser preocupante.

Já há várias semanas (pensando bem, acho que são meses) tinham diarreia de vez em quando. Mas sempre achei que era uma coisa normal. Depois a frequência começou a intensificar-se, até que, há cerca de duas semanas, tornou-se diária.
A coisa é grave ao ponto de eu já ter emagrecido. E emagrecer é uma coisa boa quando se faz uma dieta saudável. Não quando se perde praticamente tudo o que se come.
Já estou a tomar bactérias que, supostamente, deviam equilibrar a flora intestinal e pensei que estavam a fazer efeito, mas afinal não. 
Também estou há uma semana a comer à velho, variando entre arroz e massa cozida, mais umas cenas grelhadas, sem tocar em verduras ou saladas, nem molhos ou afins. Mas nem assim.
E como não posso andar sempre a tomar Imodiuns, lá decidi que amanhã vou ao médico. Ainda por cima não tenho médico de família cá, o que significa que vou para a fila dos esporádicos amanhã de manhã.

O mais provável é que seja alguma reação provocada pelo sistema nervoso ou pelas porcarias que andei a comer durante demasiado tempo. Ou saladas a mais, que estamos no tempo dos tomates e dos pepinos caseiros. Ou então uma coisa ruim. Esperemos que não!

Vamos ver o que diz o médico amanhã. Se eu conseguir consulta...


*Viram o esforço que eu fiz para não escrever merda? Estou a melhorar!
Tem-me dado para ver filmes deprimentes. E a ouvir músicas lamechas. Bah! Que tristeza.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

É mais fácil arranjar emprego do que casa para alugar no Porto. Juro!

Atão! Por aqui continua a saga de tentar alugar casa. Agora já não estou sozinha nesta demanda, que parece ser mais difícil do que as cruzadas dos tugas quando andavam a expulsar índios de continentes alheios.
Como alugar um T0 ou T1 a preços decentes, sem ser um palheiro com meia cama, se revelou totalmente impossível, eu e uma amiga decidimos começar a procurar T2 mobilados para dividir.
E se antes só me apareciam T2 porreiros, agora parece que desapareceram! É sempre assim, não é?
Quando uma pessoa não precisa de roupa para cerimónias vê montes de coisas giras. Mas quando chega a altura de comprar uma trapinho para um casório, já sabe que não encontra nada de jeito.
É a lei da vida. Pelo menos da minha.

Então, nesta minha senda, tenho visitado os mais horrendos apartamentos a preços exorbitantes, pelo menos para as condições que oferecem. Se forem espetaculares e numa zona porreira, então o preço dispara.

Um dia destes vi um T3 (Efetivamente é um t2+1, mas eu perdoo, porque o terceiro quarto não me faz diferença) que aparenta ser porreirinho (as fotos enganam tanto...) , numa zona que não é má de todo, a 500 euros. Toca de enviar email ao senhor que está a alugar e, no entretanto, recebo a resposta:


Olhai a minha bida!!! Então mas agora tenho de enviar CV e falar da minha vida pessoal, para ser a feliz contemplada com a possibilidade de ver a porra de um apartamento para arrendar???
Como se já não bastasse todas as merdices que pedem para o contrato de aluguer, pior que os bancos para fazer um empréstimo! De caminho tenho também de mandar foto de rosto e corpo inteiro, levar a malta a jantar e apresentá-los à família. A ver se me alugam alguma coisinha.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Os meus amigos do Facebook são melhores que os Vossos!

Como se não fosse suficiente mau chamar Valter Rafael a uma criança, o pai da dita ainda fez questão de escarrapachar no Facebook não sei quantas fotos da mãe da criança na maternidade. Só faltou mesmo a bela da perspetiva da perna escarrapachada, com o puto a saltar cá para fora.
Gajo que espetasse com uma foto minha, redonda, deitada numa cama de hospital, enfiada dentro de uma bata e de cabelo desgrenhado, levada logo com o monitor cardíaco na tromba.


A sério pessoas. Mantenham um mínimo de privacidade nas vossas vidas. Senão um dia destes vão estar a partilhar cada vez que forem aliviar a tripa à casa de banho. 

Além disso, há sempre aquela coisa do "olho gordo". Chamem-me supersticiosa, exagerada, o que quiserem, mas o facto é que, antes de um momento de tamanha importância, a última coisa que eu quereria é que meio mundo soubesse o que estava prestes a acontecer. 
Cada vez sou mais defensora da teoria de "quanto menos gente souber, menos hipóteses tem de correr mal". Eu juro que não acredito em bruxas. Mas elas andam por aí, sobretudo nas redes sociais.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

As "Horas do Diabo" que roubam vidas

Hoje de manhã, enquanto tomava o pequeno-almoço, fui espreitando, como habitualmente as redes sociais no telemóvel. De repente dei com o post de um amigo meu, em que lamentava a partida de uma pessoa. Na foto havia duas raparigas, uma conhecida e outra desconhecida. Pensei: de certeza que não foi a I. Deve ter sido a que não conheço. 
Uns minutos depois, encontro outra publicação. E eu estava enganada. Os lamentos eram mesmo pela morte daquela pessoa. Fiquei em choque. Mesmo não sendo minha amiga, apenas conhecida, não sei explicar a tristeza que senti quando percebi que ela tinha falecido. A I devia ter mais ou menos a minha idade, era casada com um rapaz do meu tempo de escola, tinha um bebé, um bom emprego.
Pensei: Caramba. Como é que é possível? Se calhar estava doente e eu não sabia... Não sei porquê, não consegua imaginá-la a ter uma morte repentina. Até que falo com o meu amigo e ele me diz que ela se suicidou. Foda-se!
O choque foi ainda maior. Parece que após o parto ganhou uma depressão. E pelos vistos essa cabra atormentou a cabeça da rapariga, até ela pôr termo à própria vida. Foda-se!
Eu sei que ninguém, por mais que parece, tem vidas perfeitas e que todas as famílias têm problemas. Mas simplesmente não consigo imaginar um quadro destes para a I. Parecia ter tudo para ser feliz... Era daquelas pessoas para quem se olhava e se pensava tudo e mais alguma coisa, menos que um dia se poderia suicidar. Suponho que seja assim com quase todas as pessoas que conhecemos. Ou que não conhecemos assim tão bem.
Não consigo sequer imaginar o Inferno que ia na cabeça daquela miúda para a levar a este ato extremo. Só consigo ver a imagem dela, baixinha, muito bonita e sorridente. Foda-se.
A depressão continua a ser tratada como a doença de quem não tem mais o que fazer, mas a verdade é que todos os dias mata mais pessoas. E nestas alturas é sempre fácil questionar como é que as pessoas mais próximas, o marido, os pais, os amigos, não perceberam que uma coisa dessas poderia vir a acontecer. E se não der sinais? E se a pessoa se fechar num diabólico novelo de sentimentos que, como se diz na minha terra, nas horas do Diabo, a faz atirar-se de uma varanda abaixo?
A I. não era minha amiga, mas fiquei devastada com a morte dela. Por ela, pelo marido, pelo bebé, pelos pais e pelos amigos. A I. tinha toda a vida pela frente e decidiu, jamais saberemos porquê, acabar com ela. 
Todos temos I's. na nossa vida, mas se calhar andamos tão ocupados a olhar para o nosso próprio umbigo, que ficamos cegos a eventuais pedidos de ajuda silenciosos de quem nos rodeia.
Por todas as I. nas nossas vidas, vamos tentar ouvir um bocadinho mais. Estar atentos a sinais de alarme e, sobretudo, não desvalorizemos as depressões dos outros. Nunca sabemos quem será a próxima I.
Que tenha agora o sossego que não encontrou em vida...