quinta-feira, 19 de abril de 2018

Fingindo que isto é um fashion blog!

Pessoas, vamos mazé falar de coisas que interessam: roupa!

Um dia destes, excelentíssima tia, sempre mega chique, envergava umas calças lindas de morrer. Lois, que normalmente não se atreve a opinar sobre a roupa da tia, sob pena de ficar hora e meia hora a ouvi-la dissertar sobre o assunto, perguntou logo onde foi adquirido tal exemplar. E ela responde: na Stradivarius. 
Lois estranha: O quê?? Mas isso não tem só daquela roupa para canalha?
Pois diz que não, que eu estava enganada e que por lá até se encontram uns trapinhos jeitosos, a preços bem mais simpáticos do que os da nossa amiga Zara.

Posto isto, após não se sabe quantos anos, Lois lá foi a uma Stradivarius, ver do raio das calças giras.

Encontrei esta maravilha e comprei-as logo, pela módica quantia de 19,99€.


Curiosa, Lois Lane pôs-se a vasculhar o site e encontrou umas sapatilhas ainda mais baratas!


São mega fofas ou quê? 15,99€ em saldos!

Como não havia o meu tamanho em loja, encomendei online e fui lá levantar (acho que demoraram dois dias!). E nisto, vejo um vestidito, igualmente giro e barato:


Totalmente a minha cara e 12,99€, também em saldos. Lá teve de ir comigo para casa. 

E pronto, este post foi só para partilhar as mais recentes aquisições e dizer que encontrei mais uma loja onde me desgraçar. 

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Diz que finalmente chegou o Verão.

Então, mas não estávamos todos à espera da Primavera? Diz que sim, só que não. Já não há estações do ano como antigamente. Agora é o tudo ou nada.
O resultado, é ter a Lois Lane parada a olhar para o armário, a tentar perceber que raio vai vestir, porque num dia estava de casaco de fazenda e no outro já tem vontade de andar de manga curta.

Mas nem me atrevo a reclamar, não vá o S. Pedro ficar ofendido e mandar de novo o frio. Está muito bem assim S. Pedro! Ouviste??? Está ótimo!

O problema é que, se antes uma pessoa deprimia porque estava sempre a chover, agora uma pessoa deprime porque está sol e calor. Lá fora. Enquanto se trabalha metida numa sala com janelas interiores.



segunda-feira, 9 de abril de 2018

Desisto de continuar a viver em Portugal!

E não, não é pelos salários baixos, ou pelos preços exorbitantes das casas. Nem é pela corrupção na política, nem pela falta de médicos. Muito menos é pelo dinheiro que o Salgado roubou ao povo.
Que, com isto, a malta vai vivendo. Reclamando, mas vivendo.
Eu desisto de continuar a viver em Portugal, se continuar a chover torrencialmente por muito mais tempo!

É que uma pessoa que cá nasce e que insiste em ficar, aguenta estas coisas todas. Aguenta porque, no final de um dia de caca no trabalho, sai à rua, sente o sol na cara, vai até uma esplanada, senta-se com os amigos a reclamar do estado das coisas, e sempre fica um bocadinho mais feliz. E ao fim-de-semana, mesmo sem ter dinheiro para férias, vai ali até à praia da Aguda, tosta um bocado ao sol, dá uns mergulhos na água gelada e regressa a casa como uma espécie de croquete com pernas, mas pelo menos ganha uma marquinha de biquini. E, mesmo que não seja verão, dá sempre para ir à beira-mar fazer uma caminhada e tirar umas selfies com ar contemplativo sobre o mar. Porque está sol!!!

Mas assim não dá!
É uma luta desigual, gente! Contra o Governo a malta ainda pode reclamar e dar uns murros na mesa, mas contra o S. Pedro não! Que o senhor ainda se chateia a sério e depois só voltamos a ver o sol lá para os finais de Setembro.
Tendo em conta que lá para as Alemanhas e Polónias desta Europa estão neste momento para cima de 20 graus e um sol de rachar, eu juro que se chove mais 15 dias, eu faço como o outro e abandono!





segunda-feira, 2 de abril de 2018

Pão-de-ló e assombrações sem nome.

Ah, a Páscoa! Essa maravilha da religião, que nos faz estrear roupa nova e andar de casa em casa, a enfardar pão-de-ló e salpicão, como se não houvesse amanhã. Ontem beijei a cruz quatro vezes. Menos uma do que as habituais nos outros anos. Uma vez chegaram a ser seis vezes. O meu record pessoal. Fiquei abençoada para o ano todo. Ou não. 

A parte boa (ou não) da Páscoa, é que o povo todo regressa à terrinha e, sábado à noite, todo mundo se junta no café. Já a temer esta circunstância do Diabo, fugi para a terra vizinha, para jantar com uma amiga que está desterrada lá para Lisboa e que raramente tenho a oportunidade de ver.

Depois de um jantar maravilhoso, regado com o meu vinho preferido, numa tasquinha dessas modernas, mas muito familiar, em que tudo é delicioso, acabámos no café dessa tal terra alheia, para uma Água das Pedras, que nesta idade já não se aguentam as jantaradas como antigamente. 

Apesar de não estar na terra Natal, não faltou malta conhecida para cumprimentar. Ora, no meio de toda esta agitação, eis que aparece uma assombração. E perguntais vós: Do género fantasma em véspera de Páscoa?? Não. Uma assombração do género: pessoa com quem andei faz muitos anos e que já nem me lembrava que existia. E enquanto eu partilhava com a minha amiga que não fazia ideia do que me tinha levado a ter qualquer espécie de relacionamento com a criatura, que tem um package muito jeitoso, mas que depois, foi-se a ver, e estava vazio de conteúdo, ele vê-me, sorri e vem em diração à mesa.

Oh que caraças! Faço o meu sorriso 33, cumprimento e trato de o apresentar à minha amiga. Ou não. É que não fui (aliás, não sou, até agora) capaz de me lembrar do nome do gajo! Dei a volta à situação e disse: Esta é a minha amiga LV. Cumprimentaram-se, trocámos mais meia dúzia de palavras e ele foi à vida dele. 

Juro que já puxei pela cabeça e não consigo associar um nome à pessoa. E pensei: Oh meu Deus! Sou uma péssima pessoa e vou para o Inferno!

Vá, não pensei nada. O que é que eu posso fazer se sou um génio?? 

quarta-feira, 14 de março de 2018

Adoro despedidas de solteira! Só que não.

Quando era uma pessoa tenra e inocente, Lois Lane costumava dizer que, se um dia perdesse a cabeça e decidisse casar, faria uma despedida de solteira que durasse uma semana, com copos de manhã à noite.
Agora, a caminho dos 36, faço tudo para fugir a este flagelo das despedidas. Andar em bando, rodeada de mulherio histérico, com t-shirts, pins e fitas no cabelo a condizer, não é mesmo a minha cena. E que ninguém me peça para não gozar com a noiva, caso ela decida usar um daqueles véus coroados por uma pila. Ou duas. Ao que parece, pilas na cabeça nunca são demais.

Em breve tenho (mais) uma destas festas de cortar os pulsos. Onde? Num restaurante onde se paga um balúrdio para comer cenas com nomes porno-eróticos, ver gajos besuntados em óleo agarrados a um varão e comer uma fatia de bolo, vendido a peso de ouro, e no qual não podia faltar a bela da piroca.

Estou tão feliz. 


Com sorte consigo beber o suficiente durante a tarde, de forma a aguentar o resto da noite com um sorriso na cara. 





quinta-feira, 8 de março de 2018

Ser mulher é muito bonito, mas custa pra car*****!

Uma pessoa distrai-se com o trabalho e cenas, e quando dá por ela, já passou quase um mês desde o último post. Pra próxima é reclamar, se faz favor, que eu venho cá dar novidades.

Calha que me deu para escrever, precisamente, no Dia da Mulher. Que por acaso nem correu nada bem, que não consegui mesa no restaurante onde queria almoçar e estou aqui com uma dor de cabeça que nem posso. Mas adiante. 

Vim cá para vos dizer que ser mulher é duro. E ser mulher solteira e independente, é muito bonito, mas é mais duro ainda. Que as contas não se dividem com ninguém e o nosso orçamento fica arruinado em três tempos, principalmente quando se tem amigas e primas que decidem casar todas no mesmo ano. Consecutivamente!
Isto, num país em que a desigualdade salarial se tem agravado. Aliás, Portugal foi o país da UE em que o fosso salarial entre homens e mulheres cresceu mais nos últimos anos. Dizem quem percebe do assunto, que quanto mais mulheres trabalham, mais aumenta o fosso. 

Muito lindo, sim senhor. Só que não. Que o mulherio é estudado, esforçado, competente e multitasked, além de acumular o trabalho com as funções de mães e donas-de-casa, mas chega ao fim do mês e recebe menos, só porque tem um pipi entre as pernas, em vez de uma pila. O que muito patrão-diretor-o-rai-que-os-parta não vê, é que há por aí muita mulher com um par de tomates maior que muito gajo que conheço.

E não me venham cá com merdas de que vivemos num mundo moderno e que os maridos ajudam muito e dividem as tarefas e o catano, porque o que mais vejo por aí são casos de mulheres cansadas, de se multiplicarem entre o trabalho, o marido, os filhos e a casa. Na teoria todo o gajo ajuda, mas, na prática, ainda não é assim tão comum a coisa funcionar.

Portanto, homens que estejam a ler isto, vão lá fazer alguma coisinha e dar meia hora de descanso no sofá à mulher aí de casa. E, de preferência, repitam todos os dias. Vão ver que não vos vai cair uma mãozinha e depois de se habituarem nem custa nada. 

Feliz Dia das Mulheres!