sábado, 1 de agosto de 2015

Como estragar o pipi (sem parir) em três passos.

Passo número um: Sair de casa para andar de bicicleta e vestir uns corsários normais, porque os calções almofadados são curtos e podia cair e esfolar os joelhos.

Passo número dois: Passar à porta da vaca da vizinha que tem sempre os filhos da p*** dos cães à solta. Três bichos pequenos e malvados que gostam de se atirar a pernas alheias.

Passo número três: Não conseguir passar despercebida pelos filhos da p*** dos cães, ser rodeada por eles, assustar-se, travar de repente e ir bater com o pipi no quadro da bicicleta.


Foi assim que, exactamente há uma semana atrás, eu vivi um dos piores momentos da minha vida. A pancada foi tão grande, que abri um golpe enorme no pipi... Sangrei pra carai, consegui não desmaiar, a minha mãe não atendia o telemóvel, gritei muito, desesperei uns minutos porque ninguém aparecia, até que finalmente alguém ouviu. 
Como estava na terrinha, toca a correr para a urgência do Centro de Saúde. De lá fui transportada de ambulância para o Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, directamente para Ginecologia. Paniquei muito, chorei muito, tive 300 mil crises de ansiedade e achei que morria quando a médica disse que eu tinha de ir ao bloco. Pensei: Pronto. Tanta merda que não queria ter filhos e dei cabo disto tudo na mesma.
Queriam-me dar epidural. Implorei para me apagarem, porque o meu sistema nervoso não ia aguentar ser espetada nas costas e estar acordada enquanto faziam sabe-se lá o quê lá em baixo. 
Levei uns pontos, mas pelo menos não tive lesões internas, por isso a coisa ainda deve funcionar. 
Acordei passadas umas horas e tive uma das piores noites da minha vida, enfiada numa enfermaria, sem conseguir dormir, com um cateter no braço e algaliada... Sim, enfiaram um tubo pelo buraquinho de fazer chichi acima! Tirá-lo foi uma sensação HORRÍVEL. 
No dia seguinte mandei a minha mãe levar-me roupa, convencida de que ia pra casa. Nop. Que ainda era muito cedo e tinha de lá ficar. Mais umas quantas asneiras e disse à minha mãe que afinal ia precisar de pijama e um livro.

Finalmente vim para casa mas, umas semana depois, ainda tenho muitas dificuldades em estar sentada. O sofá tem sido o meu melhor amigo. Ontem saiu um ponto (yupiiii) e entretanto os outros devem começar a cair. Um dia destes estive a ver com um espelho e descobri que o estrago foi maior do que eu imaginava. Fui-me abaixo e passei um verdadeiro dia de merda... Agora estou mais optimista, na esperança de não ter de renovar a baixa (12 dias...) e poder voltar ao trabalho.

Basicamente, em 3 segundos transformei o início de duas promissoras semanas de férias numa grandessíssima bosta!

Posto isto, tenho a dizer que mais valia ter parido. Estava aqui toda quinada, mas pelo menos sempre tinha um puto a quem culpar. 

10 comentários:

  1. Oh mulher, que desgraça te havia de suceder... pode-se dizer que ficaste bem fodida? :P

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    1. É que agora nem isso!!! Só daqui a mais de um mês é que posso meter-me em aventuras com o FM!

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  2. Bem que grande cena, contorci-me toda na cadeira, só de imaginar :/ As melhoras, rápidas de preferência :P

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  3. Eu não costumo dizer asneiras, mas desta vez só me apetece dizer Fod**** !
    Ja me aconteceu bater com essa zona no quadro da bicicleta e doer para xuxu!
    Mas a esse nível..... Até estou quase a tremer!
    Bolas!
    As melhoras rápidas!!

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  4. Bem, até a mim me deu uma aflição e suores frios só de te ler. Coragem, o pior já terá passado e o que interessa agora é recuperares bem disso. Bolas mulher, que coragem a tua. As melhoras :)
    Beijinhos

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  5. Ai credo Lois, isso é que foi uma aventura. E faço ideia as dores que tiveste... Felizmente já lá vai e queres voltar a pedalar, Yeah!! :)

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  6. Olá,
    Há muitos anos atrás, quando tinha 9 anos, aconteceu-me uma coisa parecida num parquet infantil. Também tive que ser cosida, etc.
    O que me ficou sempre na memória, é que disseram no hospital à minha mãe, que se fosse um rapaz tería muito provavelmente morrido...
    Credo!
    Espero que um ano depois já esteja tudo bem!
    Cláudia F.

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    1. A nível físico, felizmente, ficou tudo bem. Foi tudo ao sítio com o tempo. Psicologicamente, nem por isso, já que não voltei a ter coragem de pegar na bicicleta. E ainda me sinto muito angustiada quando me lembro do que aconteceu. Parece estúpido, mas acho que o trauma ficou cá.

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  7. A sério que és de PENAFIEL. EU TAMBÉM SOUS

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    1. Não sou, mas na minha terra, quando a coisa é mais grave, vamos lá parar!

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